Cidades atlânticas apelam a vários governos da Europa para defenderem o Corredor Atlântico como prioritário no futuro

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, na qualidade de Presidente das Cidades do Arco Atlântico, marcou presença na sessão de apresentação e discussão do futuro quadro comunitário, onde foi defendida a importância do Corredor Atlântico Europeu para a coesão europeia.

A reunião, sob o tema “O futuro do Arco Atlântico: uma visão local”, que decorreu em Bruxelas, contou com a presença de representantes da Comissão Europeia e debateu a posição das cidades atlânticas e o futuro da cooperação territorial europeia, designadamente no que toca à estratégia marítima no espaço atlântico e na defesa do Corredor Atlântico Europeu.

O Corredor Atlântico estabelece a ligação entre os portos marítimos de Sines, Setúbal, Lisboa, Aveiro e Leixões, em Portugal, Algeciras, Bilbao e Pasajes, em Espanha, Baiona, Nantes, La Rochelle e Le Havre, assim como aos portos fluviais de Bordéus, Rouen e Strasburgo, em França. Da mesma forma permite ligar as capitais dos parceiros, Lisboa, Madrid e Paris, ao leste de França, a Mannheim e subsequentemente às regiões norte e oriental da Europa.

É ainda parte do corredor homónimo integrado na Rede Core da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) e está ligado ao Corredor Mediterrâneo, em Madrid e em Saragoça, e ao Corredor do Mar do Norte-Mediterrâneo, em Paris e Metz. A extensão do Corredor Atlântico até à Alemanha permite articulações diretas com outros dois corredores, o Reno-Alpes e o futuro Reno-Danúbio, aumentando, deste modo, o seu alcance. São, ao todo mais de seis mil quilómetros de extensão que José Maria Costa e a RIET querem ver priorizados por ser fundamental “para garantir a coesão territorial, melhorar a acessibilidade das regiões e fomentar o desenvolvimento das Regiões periféricas e transfronteiriças”.

De acordo com o autarca, a cooperação transfronteiriça transnacional e inter-regional é fundamental, pelo que foram feitos apelos aos governos para dar prioridade ao corredor no futuro programa de investimentos europeus, sendo “essencial para as cidades portuguesas, espanholas e francesas da fachada atlântica”.

“As cidades atlânticas apelam aos governos de Portugal, Espanha e França para que, no quadro da negociação do programa Europa 2030, defendam o Corredor Atlântico como um corredor prioritário no futuro do desenho europeu”, sublinhou José Maria Costa, para quem um dos grandes objetivos do Corredor Atlântico é promover uma boa coordenação dos investimentos de modo a harmonizar as características técnicas das infraestruturas ao longo dos três países.

José Maria Costa é Presidente das Cidades do Arco Atlântico, conferência que existe desde 2000 e que representa mais de 200 autoridades locais da costa atlântica europeia, num trabalho em rede que se relaciona diretamente com as diversas instituições comunitárias, designadamente no que toca ao diálogo para a afetação de fundos estruturais da Comissão Europeia, do grupo URBAN do Parlamento Europeu e do Programa INTERREG Espaço Atlântico.

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