Paredes de Coura viaja este sábado pela Arquitetura Tradicional do Alto Minho

Uma viagem pela arquitetura tradicional do Alto Minho é a proposta da CIM Alto Minho para este sábado, em Paredes de Coura. A atividade insere-se no projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” e integrará uma conferência, uma visita performativa e um encontro de urban sketchers.

Entender o espaço rural e a chamada “arquitetura vernácula” e perceber como a herança desta arquitetura influenciou os movimentos modernistas será o cerne da conferência “Da arquitetura tradicional”, que terá lugar na Casa do Conhecimento de Paredes de Coura, a partir das 11 horas do próximo sábado. A abordagem estará a cargo dos estudiosos Álvaro Domingues, Fernando Barros, Paulo Guerreiro e António Menéres. A participação na conferência é gratuita.

À tarde, e sob orientação de Álvaro Domingues, será efetuada uma visita guiada pela aldeia de Vascões, com partida da Câmara Municipal, às 15 horas, para se conhecer in locco como as comunidades atuais se relacionam com o legado tradicional, como é feita a organização do espaço e da casa; e como a casa é uma afirmação social.

Ainda durante todo o dia de sábado, Paredes de Coura será transposta para o papel de dezenas de urban sketchers, que no âmbito da ação “Sketching com História”, percorrerão aquela vila para o registo de pormenores do património local.

Dez concelhos: dez Portas do Tempo

Esta será a nona e penúltima Porta do Tempo que se abre na viagem “Alto Minho 4D”, que arrancou em Caminha, no dia 10 de março de 2018 e que já percorreu grande parte dos concelhos do Alto Minho.

De referir que o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” foi aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, no domínio do “Património Cultural”, e pretende criar uma rede de 10 rotas/ itinerários cronológicos culturais baseados na história e nos bens patrimoniais do Alto Minho.

Com esta iniciativa intermunicipal, cada um dos concelhos do Alto Minho encabeçará uma dessas rotas que funcionará como o “portal” de acesso a uma “estação do tempo” (um núcleo museológico que funcionará num determinado espaço físico), que irá dispor de uma série de valências e no qual se apresentará uma sequência de recursos patrimoniais alusivos a essa rota e a serem visitados não só nesse concelho, mas em todo o território, promovendo-se um circuito (touring) cultural pelo Alto Minho e, consequentemente, a mobilidade turística na região.

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