Ex-trabalhadores dos Estaleiros de Viana insistem com Ministro e exigem resposta para 50 elementos

A comissão que representa os ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) anunciou esta segunda-feira que vai voltar a solicitar reunião ao Ministro da Segurança Social para exigir uma resposta para os cerca de 50 antigos funcionários da empresa de construção naval que estão, neste momento, sem qualquer apoio social, mas que ainda são novos para a reforma. António Ribeiro, porta-voz dos ex-ENVC, indicou ainda que vão solicitar reunião à diretora do Centro Distrital da Segurança Social de Viana do Castelo.

No final de uma reunião com a deputada Carla Cruz, do Partido Comunista Português, António Ribeiro referiu que, nos últimos meses, tiveram de “fazer umas grandes chamadas telefónicas para vários partidos políticos, mas só conseguimos que o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda e Os verdes conseguissem introduzir umas perguntas ao Ministério do Trabalho e tivemos uma reunião com o senhor presidente da Câmara de Viana, no passado mês de dezembro”, pelo que agora aprovaram “pedir uma reunião à diretora da Segurança Social de Viana do Castelo, reforçar o pedido de reunião com o senhor Ministro do Trabalho e Segurança Social e também pedir reunião com a União de Sindicatos de Viana do Castelo”.

De momento, são cerca de 50 os ex-trabalhadores que não atingiram os 57 anos exigidos pela lei para a reforma antecipada por desemprego prolongado, mas que também ainda não foram reintegrados no mercado de trabalho, sendo que no total são cerca de 150 ex-trabalhadores aqueles que ainda não arranjaram emprego. “Nós vamos até onde os trabalhadores quiserem, enquanto não ouvirmos uma resposta do poder político. (…) Caso o ministro não nos receba, vamos ter nós de nos deslocar ao ministério”, garantiu.

Carla Cruz, deputada do PCP, diz que “aquilo que constatamos é que uma grande fatia destes trabalhadores continua sem ter acesso ao emprego e já muitos deles estão sem qualquer apoio social”, pelo que o partido comunista manifesta “solidariedade” e promete que vai apresentar novas perguntas ao Ministério do Trabalho. Lamenta ainda que as perguntas que o PCP já apresentou tenham obtido respostas “insatisfatórias” e “vagas”.

Quando os Estaleiros Navais foram subconcessionados à Martifer, em 2014, a empresa contava com 609 funcionários.

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