Viana: Livro lançado no início de 2018 vai valorizar e eternizar Auto da Floripes

Dentro de poucos meses deverá ser lançado um livro que vai prestar a devida homenagem ao Auto da Floripes, tradição maior do concelho de Viana do Castelo. Pedro Rego, do Núcleo Promotor do Auto da Floripes 5 de Agosto, indicou à Geice que o livro será lançado “em fevereiro ou março”, em colaboração com as autarquias locais, a Câmara Municipal de Viana do Castelo e outras instituições. “Na nossa opinião, era algo que faltava fazer”, indicou o responsável. Será uma obra que, de acordo com Pedro Rego, “irá valorizar muito o Auto da Floripes”.

O Auto da Floripes é uma representação de teatro popular exibida no dia 5 de agosto, no Largo das Neves, lugar que une as freguesias de Vila de Punhe, Mujães e Barroselas. Opondo cristãos e turcos, o Auto da Floripes é um drama de cariz guerreiro que se insere no “Ciclo Carolíngio”, por se inspirar na segunda parte do livro “História de Carlos Magno e dos Doze Pares de França”. Todos os anos, 26 elementos sobem ao palco para representar o Auto e o elemento mais antigo do grupo já representa a peça há cinquenta anos.

Pedro Rego diz que têm definido como estratégia a “ida às escolas” para “sensibilizar os mais jovens para a importância do Auto da Floripes”. Desde 2010 que visitam as escolas e o elenco já tem vindo a ser renovado, o que demonstra “resultados” no que toca à atração dos mais novos.

Nesta manifestação teatral encontram-se vários elementos reunidos: ação, expressão dramática, texto, canto, dança e mímica. Apesar do carácter evangelizador e moralizador na génese, o Auto da Floripes é uma história de ficção que compreende, desde sempre, o seu papel lúdico e revela, entre os vários momentos solenes, ensejos de comédia e sátira.
Com uma longevidade assinalável e uma periodicidade anual contínua, distingue-se como um dos poucos sobreviventes do velho teatro popular e afirma-se como uma das referências do teatro popular português.  O Auto da Floripes assume-se como património e parte integrante da identidade das comunidades que partilham o Lugar das Neves e manifesta dimensão nacional e internacional no panorama do património cultural imaterial.

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