Viana do Castelo: 827 toneladas de sucata de aço dos antigos estaleiros à venda 

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) colocaram à venda 827 toneladas de sucata de aço, que se destinava em parte à construção dos dois asfalteiros para a empresa de Petróleos da Venezuela (PDVSA). A empresa resolveu contrato com o cliente venezuelano e encontra-se em liquidação desde o seu encerramento em Abril de 2013. A abertura de concurso para alienação de sucata visa a conclusão do processo. Segundo o presidente da Comissão Liquidatária dos ENVC, João Pedro Martins, “a deliberação unânime por escrito (DUE) da Comissão Liquidatária da EMPORDEF estabelece que a Estaleiros Navais de Viana do Castelo seja encerrada até 30 de novembro de 2017 (data de fecho de contas)”.
O aço de construção naval em sucata, designadamente, placas (nestings), chapas processadas e blocos de aço, agora à venda, foi, de acordo com aquele responsável, “em parte utilizado para a construção das quilhas dos asfalteiros, conforme é ainda visível nos Estaleiros”. E a sua alienação “insere-se no processo de liquidação da ENVC e é consequência da resolução do contrato com a PDVSA”. O procedimento concursal foi aberto com prazo de apresentação de propostas até 20 de Outubro e estabelece como valor mínimo, os 240 euros por tonelada. A 24 de Outubro, às 9.00 horas, no antigo posto médico dos ENVC, serão abertas as propostas numa sessão pública, seguida de leilão. No mesmo dia, serão leiloados também equipamentos de monitorização e medição, no valor de 7.551 euros.
Por outro lado, decorre até final de Outubro o processo de adjudicação, por via de um concurso público internacional, fechado no dia 29 de Setembro, de 15.700 toneladas do aço, que também se destinavam aos asfalteiros e ainda se encontram parqueadas ao ar livre nas antigas instalações dos ENVC. Aquele material foi colocado à venda pelo preço base de 6,5 milhões de euros (sem IVA). Segundo o o presidente da Comissão Liquidatária, “o contrato com a PDVSA para a construção dos navios asfalteiros foi resolvido em maio de 2017, não existindo outras relações contratuais com a empresa venezuelana”.

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