Congresso Florestal Nacional em Viana do Castelo: Incêndios florestais custam 400 milhões de euros por ano

Começou esta Quarta-feira em Viana do Castelo, o 8º Congresso Florestal Nacional, este ano com o tema “Floresta em Português: Raízes do Futuro”. O evento vai decorrer até Sábado com a presença de especialistas nacionais e estrangeiros na área florestal. A sessão de abertura do congresso decorreu esta Quarta-feira, de manhã, no auditório dos serviços centrais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, com a presença do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, João de Freitas. “Ultimamente quando falamos de floresta, falamos de fogo, mas a floresta vai muito para além do fogo”, declarou o governante, destacando a importância do congresso que decorre em Viana do Castelo. O governante evidenciou que a semana em curso será importante também pela entrega na Assembleia da República, esta Quinta-feira, “de um relatório de uma Comissão Independente que poderá, de facto, ser um elemento essencial para a discussão política que é necessário iniciar a partir de aqui em torno da floresta”. Anunciou que os Planos Regionais de Ordenamento Florestal serão concluídos no início de 2018 e deverão ainda ser submetidos a consulta pública este ano. E que o Plano Nacional de Defesa Contra Incêndios  e possíveis alterações de base, serão alvo de debate ao nível das Comunidades Intermunicipais em prol do “planeamento territorial aumentando a escala”. Finalmente, João Freitas sublinhou a necessidade de ser reconhecido “o valor do ativo que constitui a floresta portuguesa”. “Será que temos a noção dos 2,5 milhões de euros de exportações que a floresta portuguesa todos os anos representa para a economia nacional e o que representa isso de capacidade da industria ultrapassar desafios e estar praticamente em mercados de todo o mundo? Termos todos noção dos seis mil milhões de euros de valor acrescentado que a industria incorpora à produção florestal? Aos mil milhões de euros que representa a produção florestal? Teremos a noção da importância ambiental dos serviços ecossistêmicos e dos 220 milhões de euros que representa a floresta para Portugal? Será que é este activo que os portugueses reconhecem ou será que olham para a floresta e vêem o passivo dos 400 milhões de euros que nos custa todos os anos os incêndios florestais?”, disse.

Nestes quatro dias, o Congresso Florestal Nacional acolherá dez conferencistas de vários países e abordará temas como Florestas e Conservação da Natureza, Madeiras na Lusofonia, Biodiversidade, Políticas e Mercados Internacionais, Estatísticas Florestais, Gestão Florestal Comunitária. Para além de Conferências haverá sessões temáticas sobre vários aspetos técnico-científicos, e visitas ao Museu de Artes Decorativas e CMIA na cidade de Viana, Festival de Jardins em Ponte de Lima, Sistelo em Arcos de Valdevez e Paisagem Protegida de Corno de Bico em Paredes de Coura.

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